Fast food bacaninha…

Sempre que alguém falava em fast-food perto de mim eu fazia uma careta. Mas agora, estive lendo e pensando muito sobre isso e só posso imaginar um único motivo para eu ter este preconceito: as minhas experiências gastronômicas ligadas a esse tipo de comida foram péssimas, e por generalização concluí, apressadamente, que não existe nada de interessante vindo daí.

Supersize me!!!Fast food nation!!!Cuisine Americaine!!!

De uma forma genérica, chamamos assim o consumo de refeições que podem ser preparadas e servidas em um intervalo pequeno de tempo. Ninguém disse que precisa ser ruim, feia, fria, gordurosa, contaminada, enfim de baixa qualidade. Também não se estabeleceu como regra que precise ser servida de forma indiscriminada por grandes redes de lanchonetes.Veja como funciona!

Desde os primórdios, do que chamamos de civilização, alimentos são servidos nas ruas, por vendedores ambulantes. E isso acontece em praticamente todas as regiões do mundo! Como um fenômeno desses poderia ser considerado menor?! Esta comida de rua forma um mosaico muito interessante das referências gastronômicas de um povo. Certamente é mais fácil encontrar a cultura verdadeira nas ruas do que em restaurantes.

Estou realizando uma consultoria para um bar temático, em parceria com outro chef. Durante as primeiras reuniões com os proprietários eu estava me sentindo um pouco “por fora”. Primo pela qualidade em minha cozinha, e não pela velocidade, ou pela praticidade. Mas depois de algum tempo escrevendo o cardápio comecei a perceber possibilidades maravilhosas de produzir comida de valor, mesmo que sobre o conceito de ser comida prática. Próximo da inauguração conto mais detalhes dessa consultoria.

Olhando bem de perto, os brasileiros adoram comidinhas que podem ser consumidas rapidamente, até mesmo com as mãos. Os bares, botecos, barraqueiros, e coisas afins estão sempre lotados de gente pedindo salgadinhos, comidinhas e belisquetes de todas as variedades possíveis. E, com bastante cuidado, é possível fazer boas refeições.Já falei um pouco sobre esse assunto num post anterior

Apesar de encontrar muitos “serviços mais simples” funcionando em condições precárias de conservação e garantia da saúde dos seus clientes, ainda vejo na fiscalização dois pesos e duas medidas. No restaurante sou argüido como um assassino, caçam dentro de nossos freezers uma única etiqueta errada, procuram pisos rachados, ou descuidos pontuais para poderem nos ameaçar. Não sou contra a fiscalização sanitária, muito pelo contrário, sempre recebo elogios dos fiscais.

Mas existe um custo que preciso arcar para que tudo esteja em seu devido lugar quando eles chegarem. Sendo assim a minha comida já parte de um patamar de custo mais alto. Sem falar dos custos de legalização e formalização dos negócios. Ser grande ou pequeno não deveria ser um parâmetro para julgar a qualidade do que está sendo servido. Para quem ainda não é do ramo, o Sebrae pode ajudar muito com uma das suas cartilhas.

Clientes são clientes em qualquer lugar, e precisam ser respeitados.

Bom “podrão” para vocês.

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