Sustentabilidade

O termo sustentabilidade já deve estar até gasto! Para todos os lugares que se olha existe alguém explorando essa idéia. A verdade é que foi rapidamente absorvido pelos departamentos de promoção e Marketing das empresas, mas as ações não alcançam paridade. Poucos são os exemplos de engajamento.

Isso aconteceu por que depois muito tempo a opinião pública mundial “acordou” para o fato de que os recursos naturais deste planeta não podem suportar um ritmo tão acelerado de demanda. É preciso os processos sejam totalmente modernizados. Não há outra saída: obrigatoriamente deve acontecer um pacto social.

Trazendo o assunto para o setor de alimentação, onde nem sempre o negócio é tão lucrativo como parece e, segundo Alex Atala, o nosso trabalho é tentar mostrar ao contrário, a distância entre o discurso e a prática é abissal. É difícil deixar de pagar as contas agora por uma promessa de um mundo melhor. O empreendedor também precisa sobreviver, o lucro não é simplesmente um luxo, é também a remuneração pelo risco, pela coragem de transformar aplicações financeiras em empresas, e principalmente pela diferenciação obtida pelo talento e pelo esforço.

Mesmo assim, o paradigma de que o objetivo cego de todos os negócios é ganhar dinheiro precisa ser quebrado, e substituído por um ciclo de crescimento constante e duradouro, capaz de suportar toda a cadeia produtiva, e ainda não sacrificar as próximas gerações. O Slow Food já vem carregando esse estandarte há alguns anos.

Em uma pesquisa recente da FAO, foram levantados dados assustadores, como por exemplo: anualmente 1/3 dos alimentos produzidos no mundo todo para consumo humano são desperdiçados ou perdidos. Fiz uma pesquisa relacionando unidades de alimentação e ações de consumo consciente o que encontrei foi “aquele termo” escrito com letras garrafais, em lindas páginas de sites muito bem produzidos. Mas o que de real é possível de ser feito?

Em São Paulo, aconteceu um seminário que discutiu o uso do poder de compra do governo em prol da sustentabilidade. No INEA-RJ foi apresentado um novo Guia de compras de bens, serviços e construções com a mesma idéia. Então, se incorporarmos conceitos como equilíbrio ambiental, comercio ético e solidário, consumo consciente e saudável, nas licitações (Lei 8666/93) referentes à contratação de serviços de alimentação, muito rapidamente criaremos o interesse por implementar, e certificar, ações de valor.

Link para notícia de SP do seminário

Mas não se pode sentar e esperar que alguma entidade superior cuide de tudo é necessário que cada um seja responsável por uma parte da solução desse problema, que foi criado por nós mesmos. Ligados a esse assunto listei duas iniciativas, não governamentais, uma estrangeira e outra nacional, que mostram caminhos viáveis.

Conscientização por meio de educação das equipes, aproveitamento de águas fluviais, coleta seletiva, aquecimento solar da água, comanda eletrônica, descarte consciente do óleo queimado, captação de luz solar, utilização de produtos locais, vigilância para volume de lixo, valorização de insumos orgânicos, são todas pequenas mudanças, de custo limitado, que trariam retorno financeiro de médio/longo prazo. Investimento que se paga e ainda traz a reboque um conjunto de benefícios coletivos. Existem relatos sobre as vantagens de se preocupar com “aquele termo”.

Já existem clientes procurando informações sobre isso no momento da contratação de eventos. E não é apenas de separar plásticos e papel que se está discutindo. Discutir sobre descartáveis reciclados, coleta seletiva durante o evento, utilização de fornecedores de serviços e produtos locais, já não é nenhum novidade no briefing de um grande casamento. Há relatos que nesse tipo de festa, mais em outras, os danos ao meio ambiente são dramáticos.

No que se refere à comida, propriamente dita, cada vez mais pessoas se dão conta de que o prazer não pode estar sobreposto a ética. Iguarias que exigem métodos “não ecologicamente corretos”, com relação à fauna e a flora, estão sendo deixadas de lado, e produtos locais estão em alta.

Boas atitudes sustentáveis!

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