Midrash Centro Cultural

Midrash Centro Cultural

No Leblon existe um centro cultural chamado Midrash, ligado a Congregação Judaica do Brasil. Lá acontecem muitos eventos, das mais diversas artes. Mas nos meses de julho e agosto está acontecendo, entre as outras atrações, uma mostra de Cinema e Gastronomia, sob a curadoria de Rubens Ewald Filho.

Blog do Rubens Ewald Filho

A idéia desse evento é mostrar as relações entre as duas artes. Então, sempre as segundas-feiras, acontece a exibição de um filme ligado ao assunto, e depois um chef prepara uma degustação temática. Uma forma de arte tentando descrever a outra. Boa idéia!

A abertura do evento ficou a cargo do famoso critico de cinema, e do reconhecido chef Harold Lethiais. Ontem, dia 11, o filme é “A festa de babette”, de Gabriel Axel. O chef responsável foi nada mais nada menos do que Pedro Pecego. O filme é ótimo, e a comida do Pedro imperdível.
Seguindo a programação “Tampopo”, de Jûzô, vai ser belamente guarnecido pelo meu amigo e chef Paulo Araújo. No dia 25, vou fazer o que puder para transmitir as emoções que senti enquanto lia o livro “Como água para chocolate”, de Laura Esquivel, que deu origem ao filme de mesmo nome, de Affonso Arau. Fechando o ciclo, no dia 01 de agosto, “O cheiro de papaya verde” , de Tran Anh Hung, será exibido e seguido pela degustação do chef Renato Freire.

A mostra tem inicio sempre as 19h30, e o preço de R$15,00. O endereço do Midrash é Rua General Venâncio Flores, 184 – Leblon, tel.: 2239-1800 / 2239-2222.

Feito o jabá… Gostaria de voltar ao livro que li como pesquisa para desenvolver o cardápio para o filme que coube a mim representar.

A história se passa no México, na época da revolução, em torno da vida de uma personagem que é uma excelente cozinheira. E, como em toda casa de família que conheço, a maioria das coisas importantes acontece ou na cozinha ou próximo as refeições. Há muitas referencias a Gastronomia mexicana, sem ficar preso no óbvio tacoguacamole.

Li algumas críticas ao texto, onde se dizia que as receitas, que iniciam cada capítulo, seriam desnecessárias. Não concordo. Elas mostram uma faceta importante da cultura local. E, afinal a Gastronomia é mais do que apenas comida! As emoções, sentimentos, e percepções, são ingredientes para as preparações. E, o modo de preparo misturando-se aos acontecimentos torna-se um motivo a mais para a leitura.

Outra questão levantada por alguns é a sensualidade exacerbada. Também não vejo assim. Realmente existem passagens picantes, que poderiam ferir de alguma maneira a honra de uma virgem juvenil, mas não de piratas da cozinha como nós. Poderia exemplificar o meu ponto de vista com a cena em que a irmã da personagem principal foge nua: ela não está sendo simplesmente erótica, está tratando da sensação de liberdade!

E finalmente um final ultra-romântico. Quem sabe se por isso, alguns considerem o texto como pueril… não sou critico literário, sou cozinheiro, e eu gostei!

Bons filmes!

5 responses to this post.

  1. Olá André, bárbaro o seu blog. Vou visitar sempre! Um beijo, Ana Flávia

    Responder

  2. Posted by André Montani on 18 de julho de 2011 at 1:34 am

    Desculpe querido, não me achei ainda nesse novo endereço, mas li “Pegando fogo – por que cozinher nos tornou humanos.” ed. Zahar, autor: Richard Wrangham.
    E gostaria de indicar ao amigo. Grande beijo.

    Responder

  3. […] semana estive num espaço cultural fazendo um evento (já havia falado disso em outro post). O sucesso foi num nível acima da minha expectativa. Preparei uma degustação seguindo alguns […]

    Responder

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