Posts Tagged ‘Miguel Sen’

Obrigado!

Hoje quebrei uma barreira importante para o meu blog. Passei dos 1000 acessos/mês! Sei que não é muito, se comparado com sites patrocinados, e com webmasters e tudo mais. Mas isso aqui é apenas um blog, um lugar onde posso expor as minhas idéias e de quebra tirar dúvidas dos meus alunos.

Bolo de 1000 acessos/mês!

Fico muito feliz e orgulhoso. Sei que não sou um bom escritor, mas li em algum lugar que “produtos de qualidade por si só não são suficientes para assegurar que cliente fique satisfeito”. Portanto, no mínimo os assuntos devem ser interessantes, pois os cliques estão acontecendo. E com toda sinceridade estou fazendo muito esforço para agradar aos meus leitores.

Agradeço mais uma vez a todos pelas visitas, e também pelas recomendações aos seus amigos ligados ao mercado da Gastronomia. No entanto, nem só de comemorações e bravatas se faz um post descente, então vamos ao trabalho.

Por acaso finalizei a leitura um livro hoje, que pelo menos faz pensar. Vou inclusive acrescentar ele na lista de livros que recomendo. Chama-se “Luzes e sombras do reinado de Ferran Adrià”, muito bem escrito por Miguel Sen, editora Senac São Paulo.

Luzes e sombras do reinado de Ferran Adriá!

Já havia estado com esse livro por algumas vezes na minha frente, mas sempre o deixava de lado porque pelo título, e talvez pela capa também, acreditava se tratar de mais um livro voltado a mostrar o quanto Ferran Adrià é bom, e o quanto é criativo, e que a “super nova tendência do momento” é copiar os pratos dele… Disso eu já li o suficiente!

Na verdade trata-se uma crítica muito bem fundamentada do que a Roberta Sudbrack já chamou de pirotecnia culinária. Num texto fluído ele vai estabelecendo as razões e argumentações para separar tecnologia aplicada a gastronomia de simples modismo cego. E ainda, demonstra, com belas analogias e exemplos históricos precisos, quais serão os resultados de termos toda uma geração de cozinheiros abandonando a cozinha clássica sem nem mesmo ter tempo para conhecê-la.

Quem segue os meus textos já sabe que eu tenho uma “quedinha” para Gastronomia Molecular, e que não concordo plenamente com a idéia de que ela por si só seria uma heresia. Mas também já deve ter lido que eu entendo toda essa tecnologia como meio para aproximar um prato da perfeição. O objetivo final deve ser como sempre foi, o prazer do comensal, e não medalhas para envaidecer o chef.

Citando um amigo meu, quando perguntado sobre suas preferências entre Gastronomia Molecular e Slow Food, o melhor é não se prender a nenhum rótulo, para não ficar engessado numa posição desconfortável no futuro. O cozinheiro deve conhecer as opiniões a favor e contra de todas as tendências e selecionar o que é bom, e que combina com seu próprio estilo. Ser autentico sempre é bem visto!

Boa leitura!

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